Pages

Subscribe:

Ads 468x60px

21 de agosto de 2011

Assistir para entender

Assistir para entender

Um filme não precisa ser didático para ensinar valores importantes na formação dos alunos. Conheça obras do cinema aplaudidas por críticos e professores

Foto: O cinema é capaz alimentar o intelecto com diversão



Que lição tirar de Dúvida?


A mistura de drama e suspense está concorrendo a 5 Oscar e mostra que é essencial vigiar o ambiente escolar, mas sem paranoia


Foto: A doce e ingênua irmã James: indicação ao Oscar de Melhor Atriz coadjuvante para Amy Adams

FILME: Dúvida, dirigido por John Patrick Shanley, com Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman, 2008.

A HISTÓRIA: Em 1964, no bairro novaiorquino do Bronx, uma escola católica se divide entre a rigidez da diretora, irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep), e o carisma libertário do padre Flynn (Philip Seymour Hoffman), que também atua como professor na instituição. A partir de pistas incertas, a religiosa começa a suspeitar que ele tenha cometido abuso sexual contra um novo aluno, o primeiro negro a estudar no colégio. A dúvida entre a culpa ou inocência do padre também atinge a jovem irmã James (Amy Adams), que não consegue escolher qual dos colegas deve ajudar.

QUEM INDICA: O crítico de cinema Rubens Ewald Filho. "É uma grande polêmica. [A pedofilia] ganhou um tom mais pesado, muito dramático. No que se refere à Educação, é um filme sobre sistemas educacionais, no caso o católico tradicional. O grande momento são as cenas com a mãe do aluno [que supostamente sofreu abuso sexual], que tenta preservar a integridade do filho. É um conflito terrível que ela sofre."

POR QUE VER: "A lição é que a escola não se realiza sem o estudante e temos muito que aprender com esses que estão chegando hoje a nossas salas de aula. Porque um dia é de um jeito e no outro ano não é o mesmo adolescente que está começando", opina Laurindo Cisotto, assessor psicopedagógico do Ensino Médio no Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo. Ele complementa dizendo que é preciso "sair do campo coletivo e ter um olhar para as subjetividades que estão se formando. Elas estão cada vez mais presentes no espaço escolar. Já estavam, mas a norma escondia. Hoje isso está muito mais visível, apesar do preconceito."

QUE BOM EXEMPLO TIRAR: Repare nas cenas da irmã James em sala de aula. Essa é a dica de Ascânio João Sedrez, diretor educacional do Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo. "Têm momentos em que estamos tão pessoalmente envolvidos no trabalho que a gente vai ficando irritado. Você como ser humano está ali nessa relação com adolescentes e pré-adolescentes que vão te fustigando. O cuidado e a capacidade de pedir perdão aos estudantes é algo que cria um vínculo muito significativo. Se não tenho afeto pelos estudantes, a coisa não rola, a educação não acontece", avalia o gestor, que é mestre em Ciências da Religião.




0 comentários: