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22 de março de 2012

Teatrinho para o Dia das Mães


Teatrinho para o Dia das Mães

WILSON R. VICENTE

UM SORRISO EM CADA CORAÇÃO

MATERIAL NECESSÁRIO:

Cinco fantasias imitando as flores que as crianças representarão; um carrinho de mão, de madeira.

Vitório, o personagem que conduz a ação, veste-se bem. !Sua camisa branca de mangas compridas mostra a sua elegância. O cenário principal é um grande livro (mais de 2 metros de altura) de onde saem as cinco per­sonagens-flores.

Vitório: Hoje é um belo domin­go. O melhor domingo para, mim, e para todos os filhos que podem homenagear a sua mãe. Este livro que vocês estão vendo é para homenagear as mães e algumas surpresas ele vai revelar.

Vitório, com cuidado, abre o livro, demonstrando uma certa surpresa e despertando curiosidade na plateia. Fundo musical. Ao abrir o livro to­talmente, saem as personagens-flores devidamente caracterizadas.

Vitório: Que surpresa! De onde vêm essas belíssimas flores?

Silvana: Você deveria perguntar para o que viemos!

Vitório: Se este é o livro que home­nageia as mães, vocês só podem ter vindo prestar uma homenagem.

Silvana: Que pena! Pensei que nin­guém soubesse.

Valéria: (interrompendo) Podemos nos apresentar?

Vitório: Fazer um show ? Um grande espetáculo?

Margarete: Também! Valéria: Os nossos nomes.

Vitório: Claro! Eu sou Vitório e dono deste livro. Comprei-o numa grande livraria e quero dedicá-lo à minha mãe.

Valéria: Eu sou uma violeta com o nome de Valéria.

Silvana: Sou a rosa Silvana, e tenho muitas cores, das mais variadas tonalidades. Por motivo histórico, estou intimamente ligada a esta data.

Elaine: Sou a camélia Elaine. Meu perfume é o preferido por muitas mães, e minhas pétalas são alvas e sou muito rara.

Margarete: Sou a margarida Mar­garete. Sempre nos mesmos tons, posso aparentar um sol ao centro com seus raios luminosos em várias direções.

Flávia: E eu sou a hortênsia Flávia.

Vitório: Uma maravilha ter vocês nesta festa grandiosa.

Valéria: Você me parece gostar de grandes eventos, grandes shows.

Vitório: Sem dúvida. Uma pessoa bem-nascida como eu, privilegiada pela mãe que possui, só pode sonhar e desejar grandes coisas.

Elaine: Concordo com suas opiniões, mas devemos nos preocupar com coisas essenciais e deixar as secundárias em seus devidos lugares.

Vitório: Mas tudo é essencial. Tudo é belo.

Flávia: Tudo é belo porque você é privilegiado. Tudo é sempre belo quando estamos bem, mas não pode mos deixar de ver o que não é belo e quem, principalmente, não está bem.

Vitório: Hoje, um dia tão especial, não é para isso. Talvez um dia eu venha a pensar...

Valéria: (interrompendo) Pensar hoje é melhor. Hoje é que temos a oportunidade de refletir.

Vitório: Hoje é um dia tão belo e vocês querem estragá-lo.

Margarete: Estragá-lo? Como pode dizer isso? Estamos aqui para homenagens e também, como disse a camélia Elaine, para tratar de coisas muito importantes, nada de futilidades.

Silvana: Não fique preocupado, viemos apenas para alegrar este dia, mas com responsabilidade.

Vitório: Sei que estão bonitas, dão um colorido à festa, mas o que têm de íntimo com os filhos que querem cumprimentar suas mães?

Flávia: O mais importante você não viu, mas sempre é tempo!

Valéria: Somos filhas de uma mãe especial: a mãe natureza! O dom maior de Deus. Somos sementes que não se perderam. Somos hoje a esperança do ontem.

Margarete: A grande mãe natureza está abençoando todas as mães que nela convivem, de uma maneira muito própria, que repele o individualismo e o egoísmo.

Vitório: Estou compreendendo. Estou aprendendo com vocês. E eu que sempre acho que sei tudo e estou sempre na frente dos outros...

Flávia: Preparamos um bale de flores para colorir esta festa de carinho e expressão de vozes sinceras que desejam que todos os dias sejam, de verdade, de todas as mães.

Apresentação de um número de balé que poderá ser executado pêlos que interpretam as personagens ou por um outro grupo caracterizado, composto por mais pessoas. Depois do número, está no palco o personagem Tico, um catador de sucatas, mal vestido, puxando um carrinho de porte médio, feito de madeira.

Vitório: O que faz aqui este garoto? Ele saiu do livro, também?

Margarete: Espere. Não seja apressado.

Silvana: Aproxime-se, garoto. Venha para cá.

Vitório: Acho melhor ele ir embora. Depois...

Elaine: Agora. Por que tudo precisa ficar para depois?

Vitório: Estava tudo tão bonito... Valéria: Pode ficar melhor ainda.

Tico aproxima-se dos demais, deixando seu carrinho de lado.

Tico: Eu sou Tico, um catador de sucatas.

Vitório: E você trabalha em pleno domingo?

Tico: Domingo é o melhor dia para o meu trabalho.

Elaine: E você sabe que hoje é um domingo especial?

Tico: Especial? Para quem? Por quê?

Todos os dias são iguais.



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