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25 de março de 2012

Teatrinho para o Dia das Mães

Teatrinho para o Dia das Mães

A NOITE DO PIJAMA

Personagens: dona Nena, Pati, Ana Helena, Diego, Iranzinho.

Figurinos: crianças vestidas com pi­jamas; dona Nena de roupão.

Cenografia: será usado apenas um cenário: um quarto com quatro colchonetes, roupas de cama e traves­seiros. Uma estante que deve conter um pedacinho de madeira ou cabo de vassoura. Uma cai­xinha com uma chu­peta dentro, que deve en­trar com Iran­zinho, e um anel, que de­ve estar no dedo de Ana Helena.

Sonoplastia:

som de campainha. Músicas de brinca­deira de calouros, que podem ser com fundo mu­sical ou com as . crianças can­tando.

Ana He­lena: (an­dando de um lado pa­ra o outro) Ai, não vejo a hora de meus ami­gos chega­rem! Nós va­mos conversar, brincar e depois dor­mir. E amanhã a gente vai...

Dona Nena: (entra, interrompendo Ana Helena) As crianças tá estão che­gando, filha. Não está faltando nada, não é?

Ana Helena: Não, mamãe, tá tudo certinho. A noite do pijama vai ser bárbara!

(Barulho da campainha.)

Ana Helena: Oba! Eles chegaram, mamãe!

Dona Nena: Vou abrir a porta! (e sai de cena.)

(Diego e Pati entram juntos e beijam Ana Helena.)

Diego: Oi, Ana Helena! Puxa, vai ser super legal!

Ana Helena: Oi, Diego, vá se acomo­dando!

Pati: (beijando Ana Helena) Ih, que bacana, todo mundo dormindo no chão!

(Outro barulho de campainha. Iran­zinho entra, segurando uma caixinha.)

Iranzinho: Oi, turma!

Ana Helena, Pati e Diego: Oi, Iranzinho!

Diego: Iranzinho, hoje não é aniversá­rio da Ana Helena, sabia?

Iranzinho: Eu sei, Diego.

Diego: (olhando a caixinha) Então, por que trouxe o presente?

Iranzinbo: (segurando forte a caixinha) Isto não é presente!

Pati: (aproximando-se dos dois) Então, o que é?

Iranzinho: Nada, ué; só uma caixinha que eu quis trazer!

Ana Helena: Tá bem. Então, ponha a caixinha ali na estante e vamos combi­nar alguma brincadeira.

Iranzinho: Não, Ana Helena. Eu vou ficar segurando a caixinha.

Ana Helena: Tá bem. Então, pessoal, vamos brincar de quê?

Pati: Que tal passa anel?

Diego: Ih, que chato! Prefiro jogar bola. Você não prefere, Iranzinho?

Ana Helena: A mamãe disse que po­díamos brincar de coisas silenciosas, porque à noite não se pode fa­zer barulho, pois atrapalha os vi­zinhos.

Iranzinho: (sem­pre segurando a caixinha) E, minha mãe também não me deixa fazer ba­rulho à noite, em respeito ao sono dos vizinhos.

Pati: Então va­mos brincar de passa anel mesmo.

Diego: Tá legal, é passa anel pra começar. Mas que é chato, isso é!

(Organizar a brincadeira de maneira bem agitada no palco.)

Pati: Quem tem anel?

Ana Helena: Eu tenho o anel, Pati!

Pati: Então me empreste!

Diego: (pegando o anel da mão de Ana Helena) Eu passo primeiro!

Ana Helena: Mamãe, olhe o Diego!

Iranzinho: É, está certo, deixe ela passar!

Diego: Tá bem! Essas meninas inven­tam cada brincadeira chata!

(Os três amigos sentam-se nos col­chões e estendem as mãos fechadas. Ana Helena coloca o anel dentro das mãos e começa a passar, até que chega a Iranzinho.)

Ana Helena: Ei, Iranzinho, você quer brincar de passa anel segurando essa caixinha, e?

Pati: Esse Iranzinho é bem misterio­so! Ponha a caixinha em algum lugar!

Iranzinho: (encaminhando-se para a estante) Vou pôr a caixinha aqui.

Diego: (cochichando com Pati) Que caixinha será essa, que esse garoto não larga, hein?

Pati: Sei lá. Deve ser algum chocolate que ele trouxe para comer depois que formos dormirl

Ana Helena: Bem, será que agora podemos brincar?

(Todos voltam a sentar e a brincadeira recomeça. O anel fica com Pati.)

Ana Helena: (já sem nada nas mãos) Diego, com quem está o anel?

Diego: (Observando cada um, anda de um lado para outro e passa perto da caixinha) Hummmmm...

Iranzinho: (corre até Diego) Ei, para­do aí! Não mexa na minha caixinha!

Diego: Eu não ia mexer. Estava só andando pra pensar.

(Iranzinho volta a sentar-se.) Ana Helena: Fale logo, Diego! Diego: Está com a Pati.

Pati: Acertou. Agora é você quem vai passar.

(Diego começa a passar o anel, que fica com Iranzinho.)

Diego: Pati, com quem está o anel?

(Pati se levanta e anda na direcão da caixinha.)

Iranzinho: (correndo até ela) Droga! Deixe minha caixinha aí!

Pati: Ih, Iranzinho, que ideia fixa, hein?

Iranzinho: Essa brincadeira está mui­to chata. Vamos inventar outra!

Diego: É isso aí! Está muito chata!

Iranzinho: Que tal fazermos um pro­grama de calouros?

Ana Helena, Pati e Diego: Programa de calouros?

Iranzinho: É. Igual aos de verdade que vemos na televisão. Quem topa?

Diego: Eu topo!

Ana Helena: Tudo bem, mas é para cantar baixo. Entre as coisas boas que mamãe me ensinou, não atrapalhar quem está dormindo é uma delas.

Pati: Vamos precisar de um micro­fone.

'(Ana Helena pensa um pouco e enca­minha-se para a estante.)

Iranzinho: (corre em direcão a Ana Helena) Não mexa na minha caixinha. Será que vocês não sabem respeitar o que é dos outros?

Ana Helena: Eu não quero mexer nessa caixinha. Só vim pegar esta madeira para servir de microfone.

Iranzinho:>Ah, bom. Desculpe!

(Ana Helena, Diego e Pati sentam-se nos colchonetes.)

(Iranzinho, pegando o microfone, can­ta uma música curtinha e afinada.)

Pati: Puxa, Iranzinho, eu não sabia que você cantava bem assim!

(Todos aplaudem.)

Ana Helena: Agora, cante você, Pati!

(Pati se levanta, pega o microfone e canta, errando a letra.)

Pati: Ih, errei! Deixem-me começar de novo!

Diego: Certo, mas só mais essa chan­ce.

(Pati pigarreia e recomeça, errando de novo.)

Ana Helena: Pati, você não sabe a letra, minha filha!

Diego: (levantando enquanto Pati se senta) Você canta mal pra chuchu, hein?

(Pati corre para perto de Diego, para brigar, e Iranzinho aparta.)

Ana Helena: Mamãe, olhe o Diego!

Iranzinho: Diego, veja se canta e dei­xe de briga!

Diego: Senhoras e senhores, tenho a honra de apresentar a melodia...

Pati: (vaiando) Ai, pra mim chega! Diego só sabe atrapalhar as brincadei­ras!

Ana Helena: Mamãe ensinou que vai­ar não é legal, Pati. O coitado nem cantou!

Diego: E também nem quero, tá? Can­te você, Ana Helena!

(Ana Helena canta e dasafina muito.)

Diego: (interrompendo) Chega, che­ga Ana Helena! Você canta tão mal que parece uma taquara rachada, sa­bia?

(Ana Helena corre atrás de Diego e os dois esbarram na estante onde está a caixinha.)

Iranzinho: Larguem minha caixinha!

Dona Nena: (entra correndo) Crian­ças, o que é isso: brincadeira ou briga?

Ana Helena: Desculpe-me, mãe. A gente não vai mais fazer barulho.

Pati: O melhor mesmo é a gente dor­mir.

Ana Helena: Boa ideia! Eu também to com sono.

(Diego, Ana Helena e Pati deitam-se. Iranzinho vai até a estante e pega a caixinha, deitando-se, em seguida, bem agarrado a ela.)

(Todos dormem, menos Diego, que vai pé ante pé até a cama de Iranzinho e pega a caixinha. Ao deitar, no entan­to, faz barulho com as cobertas, acor­dando Iranzinho.)

Iranzinho: Ei, o que foi isso? Diego: Nada, não, Iranzinho. Iranzinho: (desconfiado, procura a caixinha) Passa para cá a minha caixinha, seu...seu...

Pati: O que é isso, minha gente? Diego: Quer saber de uma coisa... (abre a caixinha e encontra uma chu­peta. Dá uma gargalhada) Eis o segre­do de Iranzinho!

Iranzinho: (cheio de raiva, enfrenta Diego) E uma chupeta sim, e daí?

Pati: (tenta apartar) Diego, você não tem nada com isso, viu?

Dona Nena: (entra esbaforida no quar­to) De novo essa confusão! Já é tão tarde e vocês estão brigando?

Ana Helena: Não, mamãe. É que o Diego abriu a caixinha misteriosa do Iranzinho e encontrou uma chupeta. O Iranzinho ficou louco de raiva. Dona Nena: Venham todos aqui! Sen­tem-se no chão! (Todos rodeiam dona Nena.)

Dona Nena: Iranzinho usa chupeta, mas é o que canta melhor. Cada um de nós é diferente do outro! Cada pessoa faz coisas certas e erradas, e nós precisamos aprender a aceitar cada um como é. Mesmo não sendo correto usar chupeta até essa idade, Iranzinho merece nosso respeito.

Diego: (sem graça) Desculpe-me, Iran­zinho. Eu não devia ter pego a caixinha.

Iranzinho: Tudo bem! Já está mesmo na hora de eu largar a chupeta.

Dona Nena: Agora, deitem-se e dur­mam, que para o café preparei um bolo bem gostoso.

Ana Helena: (grita, quando dona Nena vai saindo) Mamãe...

(Dona Nena se volta.)

Ana Helena: Que bom que eu tenho você para me ensinar as coisas cer­tas, e a amar e respeitar as pessoas. Eu amo muito você, mamãe!

Pati: Que tal dizer isso para todas as mães do mundo?

Todos gritam: Viva todas as mães do mundo!

(As crianças se levantam e vão abra­car dona Nena. Coloca-se uma músi­ca que homenageia as mães.)


OBS: Este arquivo foi encontrado na NET e não possui autor. Caso conheça o autor, por favor, me avise! Assim darei os devidos creditos.



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